segunda-feira, 6 de junho de 2011

Os muros do Capitalismo: o xenofobismo Europeu



Os movimentos xenofóbicos sempre existiram no continente europeu. Seus índices sempre variavam conforme o desempenho da economia e o processo de integração política da União Europeia. Atualmente o crescimento do movimento xenofóbico (aversão ao estrangeiro) cresce assustadoramente, sem precedentes na história do continente, pós-segunda guerra-mundial.

Durante a reconstrução da Europa, devastada pela maior guerra da história moderna, os imigrantes tiveram papel fundamental neste processo. A falta de mão-de-obra foi o fator principal para fomentar o processo imigratório, promovido pelos governos dos países mais afetados pelo conflito. E assim o processo continuou pelas décadas seguintes. O continente crescia, desenvolviam-se, os postos de trabalho se multiplicavam, garantindo empregos para os europeus e os imigrantes de várias partes do mundo.

O mundo globalizado, e as deficiências do sistema financeiro mundial, tornaram a então inabalável União Europeia e seus atuais membros (atualmente conta com 27 nações) em uma torre de babel, com as sucessivas crises econômicas, escancarando as deficiências do seu processo de integração, a partir da moeda única, o Euro.

O processo de incorporação das “duas Europas”, a ocidental, capitalista e a oriental, regime socialista, através de ações e planos de unificação econômica, parecem não terem dado os resultados esperados, criando uma diferença entre o ocidente e oriente. As crises econômicas são resultado das disparidades das economias europeias e das políticas econômicas entre os países, grandes economias derrubando as menores e frágeis, sem a mesma força para competir nas relações comerciais internas do bloco.

Nações como Portugal, Grécia e Espanha, assim como algumas nações do leste europeu enfrentam graves crises em suas economias, com altos e preocupantes índices de endividamento público e taxa de desemprego nas alturas, criando um efeito “dominó” na economia da comunidade europeia.

Quem paga a conta são os imigrantes que buscam melhores condições de vida no “velho” mundo. A questão que a Europa levanta muros aos recém-chegados e expulsa aqueles que não compõem verdadeiramente o clã europeu.

O sistema capitalista em si, promove a construção de “muros”, muitos imaginários e outros físicos, que visam manter os povos das nações do Sul, longe dos de “cima”. O ingresso dos “debaixo” depende da conjuntura e necessidade temporária dos “decima”, caso contrário, são personas no grata, o continente mais rico do planeta.

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